Um assunto muito discutido no momento são os possíveis malefícios da ingestão do glúten, que é a proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio, malte e seus derivados. Ou seja, está presente em boa parte da alimentação diária, como pães, massas, bolos e pizzas. Trigo e centeio, cereais ricos em glúten. Então, comer ou não comer?

Trigo e centeio, cereais ricos em glúten

Foto: wikipedia.org

Há uma parcela da população que sofre com a intolerância ao glúten, a chamada doença celíaca, que afeta um em cada 100 adultos no mundo e é mais comum entre as mulheres. Estas pessoas não podem consumir nenhum alimento com essa proteína, pois ela irá provocar uma inflamação no intestino que causa de mal-estar até desnutrição severa devido à redução da absorção de nutrientes.

Porém, mais recentemente, alguns médicos passaram a recomendar a redução na ingestão de glúten mesmo em pessoas saudáveis. Embora ainda seja um assunto controverso, algumas pessoas que reduziram o consumo de glúten afirmam perceber diminuição no inchaço abdominal e perda de peso.

Segundo estudos recentes, para pessoas com esquizofrenia ou autismo, cortar a ingestão de glúten pode auxiliar o tratamento tradicional. Também há estudos relacionando o consumo da proteína com processos inflamatórios como a artrite.

Para quem não pode comer glúten, ou mesmo quem quiser experimentar uma dieta livre da substância, existem várias alternativas. Uma das mais fáceis e baratas é o consumo de arroz, alimento considerado hipoalergênico e de fácil digestão. O arroz e o feijão formam uma combinação excelente do ponto de vista nutricional, e a substituição do prato típico brasileiro pelos lanches – geralmente, ricos em glúten – é uma das causas do crescimento da obesidade no país.

Receita feijão e arroz

A farinha de arroz também pode substituir total ou parcialmente o trigo no preparo de alimentos como pães, massas e bolos.

Pão com farinha de arroz
Pão feito com farinha de arroz – myrecipes.com

Também estão disponíveis no mercado biscoitos e cereais matinais com flocos de arroz e milho, que não contém glúten. O amido de milho e a farinha de batata servem também para engrossar molhos e cremes. Apenas evite produtos industrializados onde os açúcares e gordura substituem o glútem na função de “dar liga” aos pães, bolos e biscoitos.

Se você sente desconforto ao ingerir alimentos ricos em glútem, procure um médico: grande parte das pessoas celíacas não sabe que são portadoras da doença.

Fontes: Hospital Albert Eistein – http://www.einstein.br/ ; Associação dos Celíacos do Brasil – http://www.acelbra.org.br/ ; Revista Superinteressante – Julho/2014.